Nos dias 20 e 21 de março, os alunos das turmas A e B, dos 10.º e 11.º anos, participaram numa enriquecedora visita de estudo à Corunha e a Santiago de Compostela, numa iniciativa organizada pela empresa Escolândia, tendo as mesmas sido acompanhadas pelas professoras Cecília Santos, Cláudia Sá, Dina Sarabando, Odete Covelo e Rosa Pinho.Esta atividade teve como principais objetivos alargar os conhecimentos dos alunos em diversas áreas — científicas, tecnológicas, históricas, artísticas e culturais —, promovendo a articulação entre conteúdos lecionados em disciplinas como Física e Química, Biologia, Matemática e Português, e a sua aplicação em contextos reais. Pretendeu-se, ainda, estimular o espírito crítico, o gosto pela descoberta e o contacto com novas realidades culturais, bem como aprofundar a compreensão da evolução humana, da preservação ambiental e da importância da ciência no quotidiano.O primeiro dia abarcou a visita ao Museu da Ciência e Tecnologia (MUNCYT), onde puderam explorar conceitos científicos, de forma interativa. Já no período da tarde, o grupo teve a oportunidade de deambular pelo Museu do Homem e pelo Aquarium Finisterrae, momentos que proporcionaram uma reflexão em torno da evolução humana e o impacto das atividades humanas nos oceanos numa perspetiva diacrónica. O dia terminou com uma visita panorâmica pela cidade, incluindo a inevitável passagem pela emblemática Torre de Hércules.No segundo dia da viagem, após o pequeno-almoço, o grupo seguiu viagem rumo a Santiago de Compostela, onde participou numa visita guiada ao centro histórico e à Catedral, a qual foi conduzida por um guia local. Este momento permitiu reforçar o contacto com o património histórico e cultural da Galiza, destacando a sua relevância na origem da língua galego-portuguesa e nas relações históricas com Portugal, especialmente, no período da Idade Média. Após o almoço, os alunos visitaram o Museu Centro Gaiàs, encerrando, assim, o programa cultural da viagem, antes do regresso a casa.Esta experiência revelou-se, na verdade, extremamente positiva, permitindo aos alunos consolidar aprendizagens, de forma dinâmica e interdisciplinar, ao mesmo tempo que fortaleceram o seu sentido de pertença a uma comunidade cultural mais ampla — a da Península Ibérica, em distintas vertentes, nunca olvidando o período histórico em que as duas línguas coexistiram no mesmo espaço: o Galego e o Português.