Entre os dias 2 e 10 de dezembro, o AESL assinalou este dia, através de um conjunto de atividades de sensibilização dirigidas a todos os níveis de ensino. Assim, ao longo da semana, foram dinamizadas ações diversificadas e ajustadas às diferentes faixas etárias, promovendo a reflexão sobre a diferença, a inclusão e a empatia.Pré-Escolar: Celebrar a individualidade com cores e imaginaçãoNa Educação Pré-Escolar, realizou-se a leitura e a exploração do livro Não Faz Mal Ser Diferente, de Todd Parr. A partir das suas imagens coloridas e frases simples, as crianças foram convidadas a refletir sobre as diferenças físicas, emocionais, culturais e familiares entre as pessoas.Após a leitura, cada criança decorou uma meia com materiais variados, representando a sua individualidade. As meias foram penduradas num estendal coletivo, num espaço visível da escola, simbolizando que, tal como estes pequenos objetos, todas as pessoas são únicas e especiais.1.º ciclo: Aprender a valorizar o extraordinárioNo 1.º ciclo, em colaboração com os professores titulares, foi visualizado o vídeo O Olhar Certo Favorece o Extraordinário. A história apresenta brinquedos produzidos de forma uniforme, exceto um, que é rejeitado por ser diferente. Mais tarde, outros brinquedos acabam, igualmente, excluídos, mas, ao seguirem o seu próprio caminho, descobrem que o mundo é muito maior do que a fábrica que os rejeitou.A mensagem reforça a ideia de que cada pessoa é única: algumas caminham de forma diferente, outras ouvem de outro modo, outras aprendem a ritmos distintos — mas todas têm algo de extraordinário para revelar. Cada aluno recebeu um par de meias, decorando apenas uma delas com cores, padrões ou mensagens e deixando a outra em branco. O conjunto foi exposto num painel coletivo, evidenciando que, mesmo não sendo iguais, todas têm valor.2.º e 3.º ciclos: Superação, debate e criação artísticaNos 2.º e 3.º ciclos, os Diretores de Turma proporcionaram aos alunos a visualização do vídeo Yes, I Can – Paralympics Rio 2016 – We’re the Superhumans. Seguiu-se um debate, a partir do qual se concluiu que o essencial é reconhecer o esforço e a capacidade de superação e não nos focarmos nas limitações.No 2.º ciclo, o trabalho final consistiu na construção da Medalha da Superação. Cada aluno elaborou a sua própria medalha e completou a frase: “Mereço esta medalha porque…”. No átrio da escola sede, encontra-se exposto o slogan Yes, I Can, acompanhado das medalhas produzidas.No 3.º ciclo, após a visualização do vídeo supracitado e a realização do debate, os alunos construíram instalações artísticas com objetos simbólicos disponibilizados no momento. Algumas destas instalações implicaram uma interação com os colegas, integrando um contexto conceptual ou poético concebido pelos próprios alunos, enquanto artistas. Entre os exemplos apresentados, destacam-se sapatos, representando as jornadas humanas, e guarda-chuvas, enquanto símbolos de abrigo e de proteção - metáforas visuais sobre resiliência, diversidade e inclusão.Uma semana para reforçar valoresPromover atitudes de aceitação da diferença e da diversidade — quebrando barreiras e enaltecendo valores como a tolerância, a solidariedade e a empatia — foi o propósito que orientou todas estas iniciativas e dinâmicas, fomentando o envolvimento da comunidade escolar e contribuindo para a formação integral dos alunos.O Dia Internacional das Pessoas com Deficiência lembrou-nos que a diferença não é um defeito: é diversidade, é riqueza, é vida! Quando aprendemos a olhar com empatia e respeito, compreendemos e reconhecemos que cada pessoa tem o seu brilho e a sua forma única de estar no mundo.O grupo de Educação Especial