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Não era de magia o espectáculo que estava agendado para a noite de sábado, 10 de Maio, nos Paços da Cultura. Era de música e de canções. Mas o que aconteceu foi magia, foi encantamento, foram duas horas e meia de surpresa sentida. As professoras Sónia Aires e Isabel Fontoura uniram as suas vozes e o seu talento, para encherem de mundo e de fado a alma dos muitos amigos que a elas se juntaram na cerimónia mágica de sábado à noite.

Autor: Celestino Pinheiro
Fotos: Carlos Marques e C. Pinheiro


O espectáculo começou a duo e foi alternando entre os fados da Profª Isabel Fontoura e a “viagem musical” da Profª Sónia Aires. A reacção do público à entrada com “ O Pastor”, dos Madredeus foi de um certo “aturdimento emocional”, perante a força da interpretação. A partir daí, a sala rendeu-se à evidência: os aplausos e a participação activa do público passaram a sublinhar os momentos mais quentes daquela música-feita-magia. O aplauso estendia-se também ao empenhamento dos músicos João Carlos (viola) e João Mário (guitarra) que acompanhavam a Profª Isabel Fontoura e Jacob Oliveira (bateria), Jorge Fidalgo (viola baixo) e José Espanha (piano), no acompanhamento da Profª Sónia Aires.
O pretexto, se era necessário um pretexto, foram as comemorações dos 50 anos da Escola. A noite começou com uma pequena entrevista feita pela Profª Teresa Margarida, no seu papel simples e emocionado de apresentadora do espectáculo, e acabou com o “sentimentalismo mais que justificado”, da Profª Stella Azevedo na entrega das flores e da gratidão.
Mas a maior dificuldade da noite ainda estava para vir: o público não queria abandonar a sala. Que se há-de fazer a um público destes? Obviamente contemplá-lo com mais duas canções. E foi isso que fizeram Sónia Aires e Isabel Fontoura, para saciarem a “fome de música” que ainda por ali se sentia. E se mais canções houvera… Por isso, esperamos que haja mais canções. E que haja mais abraços como os que houve no final. Os sentidos fados da Isabel e a força da voz da Sónia merecem que mais público possa partilhar a magia. “O meu sonho acaba tarde” mas eu quero voltar a sonhá-lo…

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